quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Há coisas que nem dão para acreditar

Como sabem, este mês iniciei uma nova aventura laboral. Continuo na área dos seguros, apesar de ter deixado os seguros auto.

Trabalhava numa grande companhia de seguros internacional, com um grande volume de trabalho, daquelas que é impossível acabar. Com um bom ambiente de trabalho, bons e maus colegas (como em todo o lado) e, até certo ponto, com possibilidades de crescimento dentro da empresa. Apesar, de estar com contrato a termo incerto por uma empresa de trabalho temporário.
Entrei com mais 7 colegas para um novo projecto (do qual ainda não sabiam a duração), inovador na maneira como as seguradoras trabalham em Portugal,etc e etc.
Ao final do segundo mês, mandaram 4 dos colegas embora por acharem que já não havia necessidade de tanta gente. Ao final do terceiro mês, mandaram mais uma colega embora. Resumindo, fiquei eu e outra colega (a V).
Escusado será dizer que ressentimos a falta dos colegas mandados embora, uma vez que  o volume de trabalho aumentou e não foi tão pouco assim. Por essa altura disseram-nos que, a nossa situação iria ser revista em Setembro. Até lá o volume de trabalho veio sempre a aumentar (sem previsões de diminuir).

Não falaram connosco em Setembro, mas em Outubro eu e a V. recebemos, por parte dos RH, a informação que iríamos fazer os psicotécnicos. Tudo indicava que iriamos ter um contrato directamente com a seguradora. Nada disso!!! Numa quinta-feira recebi a convocatória para ir fazer os ditos psicotécnicos e na segunda-feira seguinte recebia em casa a carta a informar da caducidade do contrato. Ao que parece (justificação dada ao meu chefe de equipa), o volume de trabalho já não justificava ter tanta gente, pelo que, eu e a V. viemos (literalmente) para o olho da rua.

Até ao meu último dia, o meu chefe de equipa tentou fazer com que ficassem comigo e com a V. , uma vez que uma colega iria entrar (já entrou)em licença de maternidade este mês e outra daqui a uns meses. Mas, todos os seus esforços foram em vão. Eu a V. viemos embora. Apesar, de o director do departamento, segundo o que parece, querer voltar atrás para continuarmos lá e, segundo o que parece, o nosso desempenho era muito bom (segundo as suas palavras).

Soube agora por uma colega de lá, que mandaram outra colega embora (também temporária). Ou seja, estão "entalados" em trabalho e continuam a mandar pessoas embora.

A V. ainda não arranjou trabalho e, o nosso chefe de equipa disse-lhe que continuava a tentar fazer com que ela voltasse.
Falei agora com a V. e soube que não a contactaram e, segundo ela, não a vão contactar. Perdeu as esperanças...

Agora digam-me, precisam das pessoas, mandam-nas embora, continuam a precisar das pessoas e mesmo assim não as voltam chamar. O que posso chamar a isto?

Injustiça?Estupidez?Má gestão?

NÃO SEI o que será, mas que não é correcto não é.

3 comentários:

  1. Não é correto, mas é o que as empresas fazem hoje em dia. Em vez de verem as necessidades do volume de trabalho, só olham para o orçamento que a direção definiu para determinado departamento. Na empresa onde eu estava aconteceu exatamente a mesma coisa. Estava lá há 3 anos, quando chegou a altura de me passarem para os quadros, rescindiram contrato comigo. E o trabalho, esse continuou lá... E soube posteriormente que continuam a mandar pessoas embora, não querem efetivar ninguém. Em contrapartida, estão a chamar cada vez mais temporários que ficam na empresa por alguns meses até serem mandados embora.
    É completamente injusto mas é o que está a acontecer.
    Infelizmente ainda não tive outra oportunidade de trabalho, aqui no Porto está complicado...

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  2. A V. também é do Porto e infelizmente não arranjou nada, nem no Porto nem em Lisboa.

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