sexta-feira, 11 de julho de 2014

Do atropelamento que vi

Esta semana deparo-me com um pedido no local de trabalho, em jeito de apelo, de contacto a quem tivesse presenciado o atropelamento. A rapariga atropelada, ficou com as duas pernas, o braço e o pé partidos. Tem de ser sujeita a operação e terá uma longa recuperação com fisioterapia.

Claro que liguei para o número solicitado, que era da irmã da rapariga. Através da nossa conversa percebi que, apesar de tanta gente ter visto o acidente e ter ficado no local a presenciar o desenrolar da situação, ninguém quis ser testemunha. Além do mais, o parvalhão que atropelou a rapariga, teve o desplante de dizer que era um "bocadinho culpado". Dá vontade de lhe ir às trombas. Então passa um vermelho, atropela uma pessoa na passadeira e ainda tem a cara de pau de dizer o que disse.

A irmã da rapariga perguntou-me, quase em desespero, se não me importava de ser testemunha. Claro que lhe disse que sim. Sei que importuna, pois possivelmente terei de ir a Tribunal como testemunha, mas para além de um dever cívico, é um dever moral. Não consegui dizer que não, para mim era, é impensável dizer que não. Para além de que, se fosse eu a ser atropelada, gostava que me ajudassem.

Refletindo está situação, penso que cada vez mais as pessoas são egoístas, só pensam no seu umbigo... Cambada de gente insensível!!!

4 comentários:

  1. É acima de tudo uma questão moral! A maioria das pessoas não abdica da sua zona de conforto em prol dos outros.

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  2. É gente que não pensa em ninguém. Parabéns pela atitude!

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  3. Ainda bem que há gente como você por este mundo. É cá com uma falta de respeito pelo outro e uma falta de tacto deste gente, que me deixa com vontade de ir para Marte.

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  4. Concordo contigo. Por vezes "dá trabalho" e então preferem ficar sossegadinhas no seu canto, sem se chatearem. O pior é que por vezes a situação inverte-se, e aí já dá um certo jeito haver alguém que nos ajude... Enfim.

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